Eles estavam na universidade e também no pódio em Olimpíadas ou Mundiais

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Marcela Marcos

Publicado em 27 de julho de 2026 às 19:59h.

Quando se fala em protagonismo universitário, geralmente pensamos logo em atuação em empresa júnior, pesquisas científicas, startups ou projetos de inovação. Mas o ensino superior também pode ser o ponto de partida para outra trajetória de destaque: a esportiva.

Ao longo das últimas décadas, diversos estudantes conciliaram provas e trabalhos com treinos e competições de alto rendimento. Alguns chegaram até mesmo a disputar as Olimpíadas ou campeonatos mundiais e voltaram para casa com medalhas antes mesmo de concluírem a graduação.

Conheça alguns desses exemplos.

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6 estudantes universitários que se destacaram na Olimpíada ou em campeonatos mundiais

Christian Laettner conquistou o ouro olímpico antes de concluir a faculdade

Em 1992, o americano Christian Laettner viveu uma experiência que poucos atletas universitários tiveram. Enquanto ainda defendia a Universidade Duke, nos Estados Unidos, ele foi convocado para integrar o lendário Dream Team, seleção norte-americana de basquete que reuniu estrelas como Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird.

O time fez tanto sucesso que Laettner conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona, sendo o único atleta universitário da equipe. Logo depois, deixou a universidade e foi jogar na NBA, a liga americana de basquete profissional.

Sua trajetória mostra como o esporte universitário pode abrir portas para o mais alto nível da modalidade.

Lilly King ganhou três medalhas olímpicas enquanto cursava a universidade

A nadadora norte-americana Lilly King ainda era uma caloura da Universidade de Indiana quando disputou os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Na competição, conquistou duas medalhas de ouro: nos 100 metros peito e no revezamento 4×100 metros medley, além de ter participado do revezamento 4×100 metros livre. Ao longo de sua trajetória acadêmica, ainda venceu mais de dez títulos mundiais em diferentes especialidades da natação.

É comum que muitas universidades dos EUA ofereçam bolsas de estudos para jovens atletas, daí o sucesso de Laettner e de King, que conseguiram conciliar a rotina acadêmica com o esporte de alto rendimento.

Douglas Vieira conciliou a USP com uma medalha olímpica

Saindo dos Estados Unidos para um exemplo brasileiro, o judoca Douglas Vieira também construiu parte de sua trajetória esportiva durante a universidade.

Ex-aluno da Universidade de São Paulo (USP), ele combinou os estudos com os treinamentos de alto rendimento até representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

Na competição, conquistou a medalha de prata na categoria meio-pesado, tornando-se um dos atletas olímpicos formados pela USP.

Eileen Gu uniu excelência acadêmica e ouro olímpico

A esquiadora freestyle Eileen Gu conquistou uma medalha de ouro e duas de prata nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, no começo de 2026.

Poucos meses após os Jogos, concluiu sua graduação na Universidade de Stanford, uma das instituições de maior prestígio nos EUA.

Júlia Bergmann transformou a experiência universitária em uma carreira na Seleção Brasileira

A ponteira Júlia Bergmann é outro exemplo de como o ambiente universitário pode impulsionar uma carreira esportiva.

Ela estudou na Georgia Institute of Technology (Georgia Tech), nos Estados Unidos, onde atuou pela equipe universitária de voleibol e foi reconhecida como uma das melhores jogadoras da NCAA, a principal liga universitária norte-americana.

O desempenho abriu caminho para sua consolidação na Seleção Brasileira. No período em que esteve na Universidade, conquistou duas medalhas de prata na VNL, uma das principais competições entre países da modalidade.

Após se formar na universidade, Júlia se firmou como um dos principais nomes da equipe brasileira, tendo sido medalha de bronze na Olimpíada de Paris, em 2025.

Imogen Grant treinava remo enquanto aprendia práticas médicas

Se você acha difícil conciliar faculdade com uma rotina puxada, conheça Imogen Grant. A britânica estudou medicina no Trinity College, em Cambridge, e foi durante a graduação que conquistou o título mundial no skiff duplo peso-leve, no Campeonato Mundial de Remo de 2023, ao lado de Emily Craig.

Ela só se formou e começou a carreira como médica em 2024, mesmo ano em que subiu ao pódio olímpico. Prova de que título mundial, estudos e disciplina podem caminhar juntos.

Estudantes que se destacam nos esportes também podem participar do Prêmio Na Prática

Se você está na graduação e já conquistou resultados relevantes no esporte — seja em competições universitárias, campeonatos regionais, estaduais, nacionais ou internacionais — sua trajetória também pode representar um exemplo de protagonismo universitário.

O Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026 está com inscrições abertas até 9 de agosto e busca reconhecer estudantes que geraram impacto em diferentes áreas, incluindo o esporte.

A participação é gratuita.

Os 15 finalistas participarão de uma formação em liderança em São Paulo, com todas as despesas pagas. Já os vencedores embarcarão para uma imersão educacional na China, onde visitarão universidades, empresas e iniciativas ligadas à inovação e ao empreendedorismo. Inscreva-se aqui.

Foto do post: 中国新闻社, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

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